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Júlio França
Jornalista, RG 12.271

A Era do Palanque Virtual
Postado em 27/04/10 - 21h31

Faixas, cartazes, santinhos, comícios... Foi se à época em que estes eram os principais meios para se divulgar uma campanha. A internet será a bola da vez nestas eleições, uma vez que a justiça determinou o fim das restrições para o seu uso.

Com isso, influenciados pela vitória do presidente Barack Obama, nos Estados Unidos, o qual teve ampla notoriedade na internet, candidatos brasileiros tentarão repetir a mesma fórmula de sucesso. 

E Blogs e perfis nas redes sociais Facebook, Orkut e Twitter já estão sendo amplamente utilizados para esta finalidade. Haja vista Dilma e Serra, que antecipam o debate político no ciberespaço.

E a meta da maioria dos candidatos será a busca da parcela de eleitores entre 16 e 18 anos, já que boa parte das campanhas migrou para uma realidade bem mais próxima deles. Espera-se, assim, que este novo panorama possa reacender no jovem o gosto pela política. 

Outra mudança diz respeito aos fóruns das redes de relacionamentos. Eles não deverão ser menos importantes do que as discussões no mundo real, ganhando ampla notoriedade e adesão de milhares por todo o país.
  
A liberação da campanha pela internet beneficiará ainda os candidatos que não possuem tempo suficiente na propaganda de TV. Poderão agora recorrer a esta ferramenta de forma mais democrática, e em pé de igualdade com os que ocupam as primeiras colocações nas pesquisas.

Enfim, a largada oficial para a campanha só será dada no dia 06 de julho, mas a corrida já começou por aqui. É só clicar e se inteirar. 

Será a Era do Palanque Virtual !






Internet nas eleições: 
justiça decreta o fim das restrições para o seu uso.

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Dia Mundial da Água
Postado em 22/03/10 - 22h51

Ao mergulhar rapidamente os seus recém nascidos nos rios, os índios vislumbravam que a partir dali a criança teria uma vida integra e pura, de respeito à natureza e ao seu semelhante. Já no batismo do homem branco a água simboliza um ritual de purificação, de limpeza e de comunhão com Deus.
No nosso dia-a-dia ela está presente na gestação, ao acordarmos para escovar os dentes, no banho, na lavação das louças, entre outras múltiplas utilidades.
Assim, nesta semana em que comemoramos o Dia Mundial da Água, faz-se necessário uma breve reflexão a respeito deste bem natural e salutar para todos nós.  
Mesmo sabendo destas maravilhas que a água nos proporciona, o ser humano consegue ser contraditório em sua relação com ela. Basta vermos os mananciais e rios: hoje muito mais depósitos de esgotos e lixos industriais do que locais de lazer.
E mesmo sendo o Brasil a maior reserva hidrológica do mundo (possuindo 12% da água de todo o planeta) não conseguimos direcionar (e nem cuidar) de forma racional deste recurso.
 
Eis alguns dados para exemplificarmos tal conduta: 20% da população urbana não tem acesso a de rede de água e esgoto no Brasil; 50%  da taxa de doenças e morte nos países desenvolvidos ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. Para cada 1.000 litros de água utilizada 10.000 são poluídas. Há incompatibilidade entre a oferta e a demanda de água no Rio Paraopeba, que possui um de seus afluentes aqui pertinho (Rio Betim), e que fornece 53% de água para a Região Metropolitana de Belo Horizonte; 90% do esgoto produzido no país é despejado sem tratamento nos rios, lagoas e mananciais.
Enfim, nem é preciso citar mais dados e muito menos comprová-los com referências de estudos da instituição x ou y. A situação está diante dos nossos olhos, mas nada parece nos tirar deste caminho anunciado.
O poder público sabe da real necessidade da água e da sua importância, mas ações relacionadas ao meio ambiente não dão voto. Sabemos que sem ela não vivemos, mas dentre os itens de maior necessidade para a qualidade de vida da população, apontados por algumas pesquisas, o meio ambiente sempre ocupa as últimas colocações.
Enfim, parece certo que o ser humano acredite piamente ser a água um bem infinito. 

Talvez será preciso matar a última nascente, ou uma guerra entre países por água, ou  passarmos sede para comprovarmos o seu real valor.
 

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A mídia e o maníaco
Postado em 09/03/10 - 21h57

A prisão do “maníaco do Industrial”, ou “serial killer”, ainda é notícia por incrível que pareça. Com isso faz-se necessário uma análise da cobertura da mídia sobre o assunto, tamanha sua notoriedade.  

Continuamos a observar nas últimas semanas “analistas” de todas as espécies tentando, por meio de meras especulações, encontrar um motivo para tal barbaridade. Alguns atribuem o ocorrido ao fator psicológico do criminoso, como os transtornos vividos durante a infância. Outros acreditaram ate mesmo se tratar de uma questão espiritual. Estaria Marcos trigueiro, o criminoso, possuído!
Divagações a parte, todos tentam traçar o perfil do assassino, enquanto as poucas palavras do criminoso ganham destaque de até uma página, ao mesmo tempo em que crimes passados, e da mesma natureza, são relembrados em longas reportagens. Observamos ainda, concomitante a isso, parentes das vitimas e do próprio criminoso expostos de forma cruel, além da promoção de autoridades por meio da espetacularização da notícia. 

Afinal de contas, não se pode deixar morrer uma pauta como esta, ou melhor, não é todo dia que aparece um acontecimento de tal magnitude para impulsionar a audiência e as vendas dos jornais. 

E pormenores sobre o assunto vão surgindo e ganhando insistentemente as manchetes dos jornais, dia após dia, enquanto editores esperam a “bola da vez" para explorarem até o limite, de forma exaustiva e ininterrupta. Uma afronta ao público!  

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Por um jornalismo mais elevado em 2010
Postado em 04/02/10 - 20h10

É verdade que o jornalismo se pauta por alguns métodos clássicos para a escolha das notícias. São os chamados critérios de noticiabilidade. E Alguns destes são baseados no número de pessoas envolvidas (amplitude), tempo de duração de um determinado fato (frequência), caráter inusitado, ou seja, “se um cão mordeu um homem, isso não é notícia, mas se um homem morder um cão, isso é notícia”, como revela esta velha frase em vários manuais sobre o assunto. É adotado inclusive o critério subjetivo para a escolha do que vai ser publicado, dependendo da centralização do comando do jornal, rádio etc.  

Enfim, estes, além de muitos outros, formam o alicerce do jornalismo. No entanto, um dos critérios mais notórios que podemos observar no jornalismo brasileiro contemporâneo é o “fator negatividade”. Quem nunca ouviu o comentário de que a mídia está cada vez mais permeada por notícias ruins, ou que o jornal x ou y “se torcer sai sangue?”.   
“É só começar a assistir o Jornal Nacional para o meu astral ir por água abaixo”, revelou recentemente um amigo. E ele tem razão. 

É lamentável que logo no início do ano o nosso noticiário esteja permeado por manchetes do tipo: “Haiti pede socorro”,  “Caos no trânsito atrasa alunos para o início das aulas”, “Brasileiro faz as contas para pagar IPTU e IPVA”, “Polícia procura serial killer de mulheres” , “Mecânico mata ex-namorada à tiros”, “Chuva deixa milhares desabrigados” etc.
 Os acontecimentos, obviamente, jamais poderão deixar de ser noticiados, sejam eles de qual natureza for.  Mas façamos votos para que o “jornalismo positivo” também passe a vigorar em 2010, com um merecido destaque. 

Os fatos bons também acontecem a todo momento, e podem impulsionar as vendas de jornais muito mais do que os editores e empresários da comunicação imaginam, e, de quebra, contribuir para uma visão mais otimista da nossa realidade.    

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Ano político eleitoral
Postado em 05/01/10 - 16h23

           O ano de 2010 se inicia com amplas perspectivas de mudanças, principalmente na seara da política. Como sabemos, elegeremos presidente, governadores, senadores e deputados. Teremos o poder nas mãos, para renovar, ou não, em mais um exercício da democracia brasileira. 

Discorremos, enfim, a respeito das eleições principais, ou seja, para o cargo de maior importância da estrutura hierárquica institucional brasileira: a presidência da republica. Farei meras especulações, da mesma forma que outros articulistas, já que estamos bem distantes do dia “D”, na ocasião do voto nas urnas eletrônicas.  E até lá o cenário deverá mudar consideravelmente.

Dilma segue na cola da imagem do presidente Lula, o mais popular “da história deste país”, como ele mesmo gosta de dizer, à frente inclusive de mitos como JK e Getúlio Vargas. Há inclusive uma frase proclamada aos quatro cantos da nação invertendo tal pensamento: 
Não é a Dilma que vai encarnar no Lula. É o Lula que vai encarnar na Dilma”. 

E é bem verdade, já que o presidente tenta aos poucos moldar, assim como um exímio escultor, a imagem de uma ilustre desconhecida durante as viagens e inaugurações de obras. 

Torná-la tão popular quanto ele, será a missão maior. Dilma, por sua vez, ficará incumbida de dar continuidade ao atual governo, se eleita, deixando dessa forma a casa arrumada para 2015, quando Lula terá sua vaga quase que garantida de volta ao poder,segundo as apostas de alguns analistas.  
Enquanto isso, Serra tenta fazer a campanha decolar, mesmo estando à frente, de acordo com o IBOPE, ao mesmo tempo em que observa sua principal concorrente se aproximar. O objetivo maior do tucano, além de “sacudir” a campanha, o que deverá acontecer de fato somente depois do Carnaval, será unir novamente o partido, dividido após a tentativa de Aécio Neves seguir um caminho próprio. Mas tal postura do mineiro já é considerada águas passadas dentro do partido. Aliás, Aécio seria o vice dos sonhos para o grupo articulador da campanha tucana de Serra.
Por fora, corre o nome de Ciro Gomes, que se realmente optar por uma candidatura própria poderá enfraquecer e tomar votos de Dilma, facilitando o caminho para Serra. Ou se resolver se atrelar a atual ministra, numa coalizão, a disputa poderá ficar ainda mais emocionante, ou até mesmo “facilitada” para as pretensões de Dilma. 

Enfim, 2010 mal começou e o quadro político começa a se desenhar, pelo menos nos bastidores. Cada dia fará a diferença.
É preciso, sobretudo, que o eleitor fique de olho e saiba distinguir o que é uma notícia verdadeira e o que é um factóide. Tudo terá interesse e conotação eleitoral.   

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Parabéns Betim !
Postado em 15/12/09 - 09h38

Além da enorme expectativa para o Natal e virada do ano, caos no trânsito, chuvas ininterruptas, corrida às lojas, festas de confraternização das empresas, viagens, planejamentos diversos, reflexão, Betim ainda encontra espaço para comemorar mais um aniversário, com direito a uma série de festividades no próximo dia 17.

São 71 anos de história e emancipação política, e, ao todo, 298 anos desde que o bandeirante Joseph Rodrigues Betim, em busca de metais preciosos, no chamado Ciclo do Ouro, por aqui se instalou. Do então Arraial de  Capela Nova até os dias atuais muita coisa aconteceu, tendo a cidade o seu boom econômico registrado nos anos 60, com a vinda da FIAT, Refinaria Gabriel Passos, além de outros grandes investimentos que atrairam milhares de pessoas.
Voltando ao presente, o aniversário da cidade trás algumas avaliações. Há, desta maneira, motivos para comemorar ou não, dependendo da visão de cada um, principalmente política.
Novo governo, arrecadação recorde de ICMS, novos cursos superiores, possibilidade da vinda do metrô e construção do estádio, despoluição do rio Betim, enfim, uma série de investimentos para a cidade que merecem destaque. Mas também é momento de refletirmos sobre nossas necessidades. A cidade continua violenta, com dezenas de assassinatos em virtude do tráfico. O sistema de saúde precisa ser aprimorado bem como a vida cultural, além de outras tantas demandas.
Enfim, o certo é que Betim chega aos seus 71 anos, com conquistas, desenvolvimento, investimentos, realizações, mas, sobretudo, e como toda grande cidade, também com erros da administração pública ao longo dos anos e carências em diversos segmentos.


Obs: Um feliz Natal e um próspero Ano Novo para todos os leitores que prestigiaram o site tremnet, e,em especial esta coluna durante 2009. Em 2010 teremos novidades neste espaço!
Obrigado Júlio França
Comente esta coluna no e-mail: cezzarbh@tremnet.com.br 




 Casa da Cultura, um dos cartões postais do municípío.

 


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Betim sedia segunda Consulta Pública do Plano Diretor do Paraopeba
Postado em 02/12/09 - 16h04

O CIBAPAR (Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba) em parceria com a Prefeitura Municipal de Betim promove no próximo dia 03 de dezembro, das 17h às 21h, no Auditório da Prefeitura (Rua Professor Oswaldo Franco, nº 55, Centro) a segunda Consulta Pública sobre o Plano Diretor do Paraopeba, que se encontra em fase final de elaboração.

 O objetivo da Consulta é tornar públicas as informações e diagnósticos obtidos através do Plano Diretor, fomentar o debate, além de agregar visões múltiplas dos usuários de água e da população para seja possível a implantação de ações de melhoria dos Rios: Betim, Manso, Serra Azul e Estiva, Sarzedo e Águas Claras.
Para Mauro da Costa Val, Secretário Executivo do CBH-Paraopeba, é imprescindível a presença de todos os usuários de água, representantes do poder público, ONGs e a sociedade em geral neste evento. 

“Iremos revelar dados inéditos sobre a situação do Rio Paraopeba, que se encontra em situação de stress hídrico devido à incompatibilidade entre oferta e demanda e o comprometimento da qualidade da água. Mas também iremos, em conjunto, propor soluções. Compareçam, pois a salvação do Paraopeba é responsabilidade de todos”, declarou. 

 De acordo com o estudo realizado pelo Plano Diretor, a região do Médio Paraopeba concentra 68% da população da bacia, 69% da arrecadação, e possui atividades econômicas bastante diversificadas: indústrias de vários tipos, mineração, agricultura e pecuária, dentre outros. Com destaque, essa região abriga os sistemas de abastecimento público da COPASA, que juntos respondem por 53% do abastecimento da região metropolitana (Sistemas Várzea das Flores, Serra Azul e Rio Manso).  Devido à ocupação e economia, as sub-bacias da margem direita, sobretudo rio Betim e ribeirão Sarzedo possuem sérios problemas de qualidade das águas. Por outro lado, as sub-bacias da margem esquerda (menos ocupadas e industrializadas), trazem água boa para o rio Paraopeba. 

Em termos de compatibilidade entre a oferta e a demanda de água, a sub-bacia do ribeirão Serra Azul é a que apresenta a pior situação: suas demandas comprometem, atualmente, mais que o dobro da parcela de água autorizada pelo órgão ambiental para ser captada dos rios. Além disso, a microbacia do Córrego da Estiva abriga um sério conflito envolvendo pequenos produtores de hortaliças e a COPASA. 

Importância da participação ampla

Para que o Plano seja verdadeiramente tomado como uma ferramenta de planejamento – tanto para o CBH-Paraopeba quanto para diversos órgãos, setores e segmentos interessados e envolvidos na gestão das águas – é salutar que o processo participativo se intensifique nessa etapa de finalização, quando, em consenso, serão definidas as diretrizes e as ações de recuperação da bacia hidrográfica. 

Próxima Consulta

A próxima Consulta Pública do Plano Diretor do Paraopeba acontece no dia 10 de dezembro (13h às 17h), em Sete Lagoas, na ACISEL (Associação Comercial e Industrial de Sete Lagoas); Rua Lassance Cunha, 111. Neste dia o foco do evento será referente ao Baixo Paraopeba, com foco nas sub-bacias do ribeirão Macacos, São João, Ribeirão dos Gomes, Rio Vermelho, Rio Pardo, Ribeirão do Cedro, Rio Verde. 

Saiba mais sobre o Plano Diretor

Conhecer para administrar, afim de que seja garantida água em quantidade e qualidade para as gerações futuras. É a partir desta premissa que o CBH-Paraopeba, entidade formada por representantes dos setores público, privado e da sociedade civil, iniciou, através de sua Secretária Executiva, o projeto Plano Diretor no ano de 2008.
Realizado com recursos do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (FHIDRO), por meio de um contrato com a empresa Hollos Engenharia, o projeto, já em fase final, tem como objetivo levantar e disponibilizar o máximo de informações possíveis a respeito do Rio Paraopeba, afluente do São Francisco.

Vazão, balanço hídrico por sub-bacia, usuários que captam água e que lançam substâncias nas águas, tipos de poluentes, capacidade de auto-depuração (recuperação), qualidade da água em distintos pontos, entre outros itens de suma importância foram conhecidos.
Assim, através deste diagnóstico revelado pelo Plano Diretor será possível ao Comitê da Bacia do Paraopeba (CBH-Paraopeba), bem como os demais órgãos públicos e privados, estabelecer um plano de ações de curto, médio e longo prazo com metas de qualidade pela salvação das águas do Paraopeba nos pontos mais necessitados. O Plano Diretor pode ser considerado o principal instrumento de gestão para se promover uma administração ambiental efetiva, voltada para garantir equilíbrio entre a oferta e demanda das águas, e para recuperar e conservar a biodiversidade aquática. 

“Somente conhecendo a realidade do rio, e munidos com estes dados, é que será possível um melhor direcionamento de ações para a recuperação de determinados pontos do Paraopeba, os quais variam em seus problemas como: lançamentos de metais pesados e esgotos, enchentes e a necessidade de revegetação de matas ciliares”, concluiu o secretário executivo do CBH-Paraopeba, Mauro da Costa Val. 

Mais detalhes sobre a Bacia do Paraopeba

A bacia hidrográfica do rio Paraopeba situa-se a sudeste do estado de Minas Gerais e abrange uma área de 13.643 km2. O rio Paraopeba, que na língua Tupi significa “rio de águas rasas e de pouca profundidade”, é também um dos mais importantes tributários do rio São Francisco. Da sua nascente, em Cristiano Otoni-MG, até a sua foz, na represa de Três Marias, no município de Felixlândia, são aproximadamente 537 km de rio.
A bacia do rio Paraopeba possui uma área que corresponde a 2,5% da área total do estado de Minas Gerais, sendo que perto de 1,4 milhão de pessoas vivem na bacia, em 48 municípios de paisagens, culturas, economias e realidades sócio-econômicas e ambientais muito diversas.
A bacia hidrográfica do rio Paraopeba é ainda responsável pelo abastecimento de água de aproximadamente 53% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e, ao longo de décadas, tem fornecido outros recursos naturais para o desenvolvimento da RMBH, e do Estado como um todo, tais como agregados finos e pedras ornamentais para a construção civil, e minério de ferro.

Saiba mais sobre a Bacia do Paraopeba, CIBAPAR, além de projetos e ações no site:
www.aguasdoparaopeba.org.br  / Fone: 3595-8568.
 

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Caiu na rede
Postado em 05/11/09 - 17h18

Não há dúvida de que a internet é considerada a invenção do século, assim como a televisão e o rádio foram em suas respectivas épocas. A rede mundial de computadores facilitou a comunicação, rompeu barreiras, países e culturas de forma inimaginável. As facilidades e os ganhos para a sociedade foram, com esse advento, obviamente amplos, principalmente no que diz respeito à informação.
Tal fenômeno trouxe também, entretando, conseqüências indesejáveis. A super exposição das pessoas no mundo virtual e a falta de privacidade são algumas delas. 

Hoje, como sabemos, é possível filmar e fotografar através de um aparelho celular momentos íntimos e/ou comprometedores, e, em seguida, disponibilizar as imagens para milhares na internet. Haja vista a quantidade de fotos desta natureza expostas por ex-namorados na rede. 

O episódio envolvendo a modelo Cicarelli é um dos exemplos mais emblemáticos, ganhou repercussão mundial. Casos como este quase sempre terminam com o rompimento de relacionamentos e com o esfacelamento de reputações.
Faço essa grande introdução para expor o último fato ocorrido desta natureza: uma professora da cidade de Salvador, e que leciona para alunos de 5 a 10 anos, foi filmada dançando em posição sensual num show de pagode na capital baiana.
As imagens caíram na rede, e o caso culminou com a demissão da professora pela direção da escola. O fato também reacendeu o debate em grande escala sobre a ética de profissionais que estão fora de seus ambientes de trabalho. Para muitos a imagem particular está atrelada a profissão, e é preciso uma postura mais condizente. Inclusive há empresas que perguntam, durante a entrevista admissional, questões relacionadas à vida privada. 

Para outros, as áreas não podem jamais serem confundidas: o bom profissional tem o direito de se comportar da forma como bem entender fora do expediente, resguardando, porém, o bom andamento e a eficácia das tarefas e atribuições do dia-a-dia.
Enfim, independente da polêmica e das opiniões diversas que o assunto vem propondo, a era virtual continua a cada dia, além de moldar o comportamentos de milhares, surpreendendo pelo seu poder de alcance.


Confira a reportagem sobre o episódio envolvendo a professora de Salvador-BA:
http://www.youtube.com/watch?v=rb9SdadRRQU&feature=related

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Os rios e a questão da água
Postado em 19/10/09 - 21h48

Um dos fatos marcantes da última semana foi à expedição do presidente Lula para vistoriar as obras de transposição do Rio São Francisco, juntamente com prefeitos, ministros, empresários e governadores. A empreitada, no valor de 6 bilhões, tem como objetivo levar água para 12 milhões de habitantes do Polígono das Secas, além de saneamento básico. 
Isso, mesmo a contragosto de ambientalistas, como o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, que fez greve de fome contra o projeto, por acreditar no impacto ambiental, e os opositores, que questionam os custos da obra, os gastos da comitiva do presidente, além de acreditarem se tratar muito mais de uma promoção da ministra Dilma do que qualquer outra coisa.
O certo é que, independente de tudo, é sabido que a obra tem um valor subjetivo para o presidente: durante a infância, andou quilômetros para buscar água limpa nas intermináveis secas de interior de Pernambuco.
A situação do nordeste, enfim, não é novidade: a literatura, por exemplo, vem denunciando ao longo dos anos o quadro da região. Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e os Sertões, de Euclides da Cunha, são os clássicos mais emblemáticos sobre o assunto.
Enquanto isso, em Minas, tenta-se resolver o problema de dois “filhos” do São Francisco, os chamados afluentes. Um é o Rio das Velhas, que já recebeu verbas para sua revitalização na ordem de 1,4 bilhão, mesmo sem um planejamento específico e retornos concretos, haja vista as enchentes e o estado da qualidade das águas do Rio Arrudas etc. O governador Aécio, no início destas obras, chegou a afirmar que até 2010 “vai nadar no Rio das Velhas”, utopia e marketing que dispensa comentários.
Já o outro filho do São Francisco, o Rio Paraopeba, que possui 548 quilômetros de extensão, além de fornecer mais da metade da água para a RMBH, ganhou, pela primeira vez, um Plano Diretor. Assim, com a filosofia de que é “preciso primeiro conhecer para administrar”, o projeto, realizado pelo CIBAPAR (Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba) tem como objetivo promover um estudo minucioso sobre o Rio. Tal detalhamento destas informações, as quais englobam vazão, quem lança efluentes (esgotos e lixos) e quem retira água, além de outros tantos dados, propiciará um melhor direcionamento das ações e intervenções pontuais nos pontos mais necessitados, a fim de garantir água para as gerações futuras.
Enfim, é certo que o país necessita de muitas outras melhorias, além destas. Porém, priorizar o meio ambiente, em tempos de aquecimento global e ameaças climáticas, falta de água, etc, faz-se mais do que necessário. É o futuro da humanidade em jogo.
 

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Otto Saffran
Postado em 02/06/09 - 21h45

Mesmo diante de uma crise internacional, Betim figura-se entre as cidades mineiras que mais arrecadam ICMS devido ao seu gigantesco parque industrial. E um dos responsáveis pela origem dessa história chama-se Otto Saffran. 

Nascido na Alemanha, teve parte de sua casa bombardeada em virtude da Segunda Guerra Mundial. O fato foi determinante para que se mudasse com a família para o Brasil, em busca de dias melhores. 

Especialista na área de refratários, tijolos capazes de suportar altíssimas temperaturas, e que são bastante usados em grandes fornos industriais, como de siderurgias e mineradoras, Otto superou obstáculos de toda a natureza, como a língua portuguesa, o clima, doença e o complicado início da carreira empresarial em Betim. Mesmo assim, seguiu em frente, persistiu, superou diversas crises até chegar ao ponto de entrar merecidamente para a galeria de notáveis da cidade. 
Sua contribuição para a nossa história é inegável: fundou uma das empresas mais tradicionais de Betim, assim como a Fiat e a Petrobras.

A Cerâmica Saffran chegou a empregar mais de 2.000 funcionários e a gerar arrecadação expressiva para os cofres públicos, o que propiciou aos diversos prefeitos, ao longo dos anos, fundos para inúmeras obras.
 
Saiba mais sobre a vida e a trajetória de Otto Saffran nas páginas do livro Personagens em prol de Betim, que será lançado ainda este mês. 


Participe da comunidade do livro no Orkut: 
 

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Josephina Bento
Postado em 25/05/09 - 22h51

 Por traz de um dos principais cartões postais da cidade, situado na praça Milton Campos,  existe uma das histórias mais emblemáticas de luta e amor a profissão de Betim.

E não é por acaso que a “Casa da Cultura-Josephina Bento” leva esse nome. A querida mestra dos betinenses tornou-se referência na educação e no ensino local devido a sua história.

Assim, mesmo que a maioria dos betinenses saibam ou já tenham pelo menos ouvido falar sobre essa personagem, muitos ainda não conhecem maiores detalhes sobre a trajetória de Josephina.   

Filha única, abdicou-se cedo das brincadeiras infantis, em sua terra natal, Ouro Preto, para ajudar a mãe a lavar roupas para se sustentarem.

E mesmo sofrendo preconceitos, principalmente devido a proximidade da Abolição, superou o empecilho e tornou-se a primeira professora negra que se tem notícia de Betim.
Deu aula para salas com mais de 80 alunos na região onde hoje se encontra o bairro Santo Afonso.

Sempre disposta, percorria todos os dias, com chuva ou sol, quilômetros no lombo de um burro para fazer o que mais gostava: ensinar.  Atualmente, boa parte do conhecimento adquirido por centenas de homens e mulheres, os quais ocupam cargos de importância em diversas entidades do município, foram adquiridos graças à contribuição da incansável mestra dos betinenses. 

 Conheça mais sobre a história de Josephina no livro de biografias “Personagens em Prol de Betim”, que será lançado em junho.
 
Participe da comunidade do livro no Orkut:  

Dona Josephina Bento, em frente a Casa da Cultura.

 


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Dr. Gravatá
Postado em 19/05/09 - 08h24

Eles fizeram a diferença em suas áreas de atuação. Contribuíram decisivamente para o engrandecimento do nosso município. Seja na área da política, empresarial, social, religiosa ou artística, se empenharam para que nossa cidade se tornasse um pouco melhor para se viver, beneficiando milhares. Pessoas que merecem ser lembradas, destacadas, e, sobretudo, homenageadas. 

E é justamente esse o objetivo da obra literária “Personagens em Prol de Betim”, um compilado de biografias de dez ilustres da nossa história. O livro, escrito por mim, após dezenas de entrevistas e pesquisas, será lançado no mês de junho, com a data exata ainda a ser definida.
 
Porém, a partir de hoje, inicio algumas breves abordagens sobre a vida de cada um desses personagens como forma de “aperitivo” para o leitor, antes mesmo das 184 páginas saírem do forno.
 
Muitos que transitam diariamente pela rua Dr. Gravatá, no centro de Betim, próximo ao Ceabe (Centro de Abastecimento de Betim) desconhecem quem foi o cidadão da intitulada rua.

Durante pouco mais que 10 anos em que esteve no então município de Capela Nova, Dr. Gravatá foi determinante para o advento da era moderna na cidade. Como engenheiro-chefe de uma conceituada empresa de energia elétrica da época, é considerado um dos principais responsáveis pela implantação da luz na cidade, através da inauguração da Usina Termelétrica.  

Tombada pelo patrimônio histórico, a Usina, que leva o nome do presente personagem, representa um marco para nossa cidade. 

No entanto, Dr. Gravatá não fez apenas sua obrigação profissional para entrar para a galeria de notáveis. Revolucionou a então Capela Nova também com seu carisma junto à população, a ponto de não cobrar energia elétrica dos mais pobres. 

Essas e outras histórias estarão no livro Personagens em Prol de Betim.  Faço votos para que as vivencias relatadas sobre cada um dos personagens seja uma fonte de inspiração para os leitores.





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Che Guevara, o filme
Postado em 29/04/09 - 11h38

Estreou na última semana o filme sobre a biografia de Che Guevara, do diretor Steven Soderbergh. São 126 minutos sobre a saga do líder argentino e sul americano, que influenciou parte das mentes e corações do mundo, por meio do seu ideal e luta contra a opressão imperialista norte americana durante a ditadura militar.  

Além da história de vida, a longa metragem representa uma síntese bastante fiel da Revolução Cubana, retratando o início do plano, idealizado por Fidel Castro, Raul Castro e o próprio Che, quando estavam no México, até pouco antes da entrada triufal em Havana, ao deporem, com o apoio popular, o presidente Fulgêncio Batista. Já o segundo filme, que ainda não estreou, mostra  à administração após a tomada do poder, bem como a morte de Che na Bolívia.
 
Sendo assim, nem mesmo o Diário de Motocicletas, do diretor Walter Sales, chega tão próximo em termos de produção, qualidade e fidelidade à história, já que abarca apenas uma das fases que influenciaram o protagonista. 

Che, com a participação do brasileiro Rodrigo Santoro, interpretando Raul Castro, irmão de Fidel Castro, é antes de tudo um convite a reflexão sobre o sistema, que, aliás, demonstra suas fragilidades através do presente colapso em forma de crise econômica.

Os amantes da história e do cinema, enfim, não podem deixar de assistir e se inteirar um pouco mais sobre a intimidade do revolucionário e mito, que, entre qualidades e contradições (era médico, asmático e fumante), chega a nos inspirar e a catalisar a nossa capacidade de indignação contra as arbitrariedades do mundo.






Ficha Técnica
Ficha Técnica
Título Original: Che: Part One
Gênero: Drama
Duração: 126 min.
Ano: 2008 - EUA / França / Espanha
Distribuidoras: IFC Films / Europa Filmes
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Peter Buchman, baseado em livro de memórias de Ernesto "Che" Guevara


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Expedição ao Paraopeba
Postado em 22/04/09 - 09h53

Os índios estavam aqui muito antes de nossa civilização que se mostra a cada dia mais longe dos princípios éticos em sua relação com a natureza, notadamente com as águas. Nossos ancestrais tupis, guaranis, dentre tantas outras tribos, nos davam grande exemplo quando levavam seus recém-nascidos às margens dos rios para agradecer as riquezas por ele fornecidas gratuitamente. O ritual garantia que aquela nova vida iria ser de ótima relação com os demais, e com muito respeito ao longo de sua existência.
O cristianismo considera o sacramento do batismo através da união da água com o espírito. 
Já a discussão principal, de cunho filósofico e de princípios, no último Fórum Mundial da Água, em Istambul-Turquia, teve como foco o direito humano ou o direito de acesso ao bem público "água".
No Brasil, e na Bacia do Paraopeba, nossa sociedade tem dado ênfase ao valor econômico das águas, usando-a para gerar riquezas financeiras sem respeitar seus serviços ambientais e, notadamente, sem considerar seus valores social e ecológico.
A Expedição à Calha do rio Paraopeba, um projeto do Cibapar (Consórcio da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba), com sede em Betim, e composto por representantes de entidades civis, públicas e privadas, é uma iniciativa que visa justamente mudar o foco, ou seja, agregar pessoas e instituições ao contexto da gestão participativa e sustentável deste bem imprescindível e que se faz presente em todas atividades do ser humano e da própria natureza.
Expedição ao Paraopeba, que está para o Rio Paraopeba assim como o projeto Manuelzão está para o Rio das Velhas, pretende, através de uma equipe, conhecer toda extensão da Bacia, que integra 48 municípios de Minas Gerais. O objetivo maior será o de agregar pessoas, promover diversas atividades de incentivo à preservação dos rios junto às comunidades, escolas e empresas da região.
E o evento já começou, com a mobilização de pessoas e entidades, numa força tarefa.
 Já em setembro, acontecerá a navegação, com o fechamento festivo da Expedição. Assim, d
o município de Cristiano Otoni, onde está a nascente do rio, até a represa da cidade de Três Marias, entre os municípios de Felixlândia e Pompéu, onde se localiza a foz, uma equipe estará designada para navegar, de barco ou caiaque, os principais trechos, conhecer de perto a situação dos rios, além de conscientizar comunidades locais através de atividades lúdicas e culturais, palestras e distribuição de materiais educativos.
 
Para o sucesso desta empreitada é fundamental a participação de todos – sejam grupos culturais, escolas, ONGs, empresas, prefeituras – desde que possuam o desejo comum de garantir a qualidade das águas do rio Paraopeba para os usos atuais e para as gerações futuras.
 
Participe! Mais informações no Cibapar: 3595-8568

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O papel das ong´s
Postado em 07/04/09 - 23h45

As organizações não-governamentais idôneas ocupam um lugar de destaque na sociedade, na medida em que funcionam como instrumentos de combate à exclusão social. Estas nascem e permanecem ao longo de suas existências com o firme propósito de contribuir para os menos favorecidos, mudando vidas e realidades. Sem elas, a situação estaria muito pior.
 
Há exemplos de ongs em que o altruísmo é o pilar principal de sustentação,  gerando com isso credibilidade. 

Outras, no entanto, não percorrem o mesmo caminho. Vão de encontro ao objetivo básico primordial ao se tornam entidades de fachada, cujo objetivo maior é 
encobrir crimes e desvios de verbas públicas. E não são poucas, é só acompanharmos diariamente os jornais e as denúncias para sabermos quais. 

Talvez por isso o terceiro setor tenha crescido tanto: o censo de 1995 apurou a existência de 250 mil organizações não governamentais no Brasil. Hoje, elas devem passar de 400 mil. 

Dividem-se entre as que cumprem o papel filantrópico e as que lucram com a miséria, assim como acontecia no comércio de escravos em tempos passados.  

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Novo secretariado e 70 anos de Betim
Postado em 17/12/08 - 18h39

          O anúncio oficial do novo secretariado de Betim representa o fim da ansiedade da população e dos pretendentes aos visados cargos. 

Sendo assim, para alguns, vários nomes escolhidos surpreenderam por não terem se figurado com tanta intensidade nas rodas de bate-papos recheadas de especulações. 

Para outros, a formação técnica de determinados não condiz com o cargo para o qual foram designados, embora tal questão não seja critério único para a escolha, como salientou a própria prefeita Maria do Carmo. É que num destes pré-requisitos estaria o vínculo dos mesmos com a cidade. Aliás, a maioria dos nomeados já exerceu alguma função no município, contrariando governos anteriores do PT, quando a vinda dos chamados “forasteiros” tornou-se um combustível para a oposição. 
 
O certo é que, independente de tudo, a guerra das eleições acabou. 
É hora da cidade se unir em prol dos projetos que irão beneficiar o município, e apoiar a nova gestão, mesmo que isso soe utópico para os adversários.
 
E nada melhor que essa mentalidade se aflore justamente agora, aniversário de Betim, que completa 70 anos de emancipação política.
 
Por enquanto, esqueçamos os problemas a serem superados, como violência, sistema de saúde, entre outros. 

É momento para exaltarmos as nossas conquistas econômicas, como o avanço na arrecadação, bem como os belíssimos monumentos históricos.
 
É hora de festa, e, sobretudo, de espiritualidade natalina.
 
 

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Terça quente na Câmara de Betim
Postado em 10/12/08 - 00h10

Ainda gera polêmica o projeto de lei 154/08, de autoria do executivo, que determina a cessão do ginásio do Complexo Esportivo Riccardo Medioli, no bairro Jardim Teresópolis, para a realização de jogos oficiais e treinamentos do time de vôlei Sada-Betim.
 
Nesta terça, na Câmara Municipal, vereadores da oposição ao atual governo se retiram do plenário para forçar a falta de quórum. Com isso, o projeto não foi votado, e deverá entrar denovo na pauta da casa somente na outra semana.
 
Como declarou o presidente da Câmara, Divino Lourenço, se Maurinho Resende, aliado ao governo, tivesse comparecido, haveria aprovação do projeto, que se transformaria em lei. É que sem ele havia apenas oito vereadores da base governista, número insuficiente.
 
Para Alex Amaral, Eutair, e Geraldo Pimenta, doar um bem público para uma empresa fere a legislação e compromete um patrimônio que deveria ser destinado apenas ao povo. Segundo eles, o assunto deve ser, no mínimo, discutido mais vezes antes de ser aprovado em caráter de urgência, como chegou ao plenário. 
Já para a base governista, a rejeição do projeto poderá inviabilizar um time que leva o nome de Betim para o Brasil. “É mais do que justo estabelecer essa parceria com a equipe, pois as obras de construção do ginásio foram feitas pela empresa Sada Transportes, que hoje mantém o time. E somente o restante do complexo foi feito com recursos da prefeitura”, chegou a declarar o prefeito Carlaile na última semana através da imprensa.

Diante do impasse, coube aos vereadores apreciarem outros projetos. Um deles, que determinava a extinção do feriado de 20 de Novembro, data em que se comemora o Dia da Consciência Negra, teve que ser revisto em virtude da manifestação exercida por membros da União dos Negros pela Igualdade, presentes com faixas no plenário. A pressão fez com que os vereadores voltassem atrás com o feriado, que agora passa a valer novamente.

Tranqüilo mesmo só o projeto de resolução que homenageou o jogador de futebol nascido em Betim, Walter Minhoca, que já atuou no Cruzeiro, Ipatinga, Flamengo e agora está na Coréia.

“Seria um sonho se todas as pautas fossem lights como esta”, brincou um vereador.

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Grande obra ou apagão municipal?
Postado em 02/12/08 - 09h41

A inauguração da nova prefeitura, nesta quarta-feira, vem gerando discussões acirradas nos bastidores da política betinense.
 
Localizado na área da antiga fábrica da Cerâmica Saffran, o moderno espaço abrigará todas as secretarias e superintendências, proporcionando mais conforto aos servidores e à população, além de uma economia de 450 mil reais mensais de aluguel, ou 6 milhões anuais.
 
À princípio, uma grande obra para fechar a administração Carlaile, se não fossem outras sérias questões que se impõem.
 
A estrutura do prédio não está totalmente acabada. Falta ainda a conclusão da rede de cabeamento que permite o funcionamento do sistema de informação, como a intranet e internet. E como sabemos, sem rede não dá para ligar os computadores de diversos sistemas, como o tributário e a folha de pagamento, por exemplo. A telefonia também demanda uma central complexa que ainda não foi feita.
 
Segundo o pessoal da tecnologia da informação da própria prefeitura, mesmo se o todo o aparato tecnológico fosse adquirido imediatamente, e logo após a inauguração, o que não é possível por ser uma aquisição de mais de R$3.000.000,00, cujo processo encontra-se paralisado na Procuradoria Geral do Município em virtude do questionamento de um dos fornecedores atrelados ao processo de compra - não seria possível o imediato funcionamento do sistema.  
 
Segundo especialistas, ainda seria necessário de um a dois meses para instalar e testar tudo, sendo que o funcionamento pleno com todos os dados disponíveis estaria estimado para acontecer dentro de um período de seis meses.
 
E a Câmara Municipal ficando com o prédio da atual prefeitura (projeto votado justamente nesta terça) não haverá condições técnicas para operar na prefeitura já nesse mês.
 
Com tudo isso poderemos ter nos próximos meses o chamado "apagão municipal".
 
Enfim, a nova sede é, sem dúvida, uma grande obra. Entretanto, paradoxalmente, poderá gerar consequências graves para o início da nova administração ,e, de quebra, para a própria população betinense.

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Vistas grossas
Postado em 12/11/08 - 15h30

Cabe a todo cidadão reivindicar os seus direitos quando estes não são exercidos. Entretanto, da mesma forma, é preciso que o indivíduo não se esqueça dos deveres a cumprir, no mínimo respeitando às leis, numa via de mão dupla.

A premissa é básica, e pode inclusive parecer tarimbada, clichê. Todavia, faz-se necessário enfatizar a questão. Ainda mais quando nos deparamos com situações relacionadas ao assunto, através de um olhar mais aguçado, numa simples caminhada pelas ruas da cidade. 

As arbitrariedades se manifestam na frente dos nossos olhos, aos montes, e às vezes onde menos esperamos. Assistimos, assim, o mesmo indivíduo (ou entidade) que cobra soluções dos governantes, não fazer a sua contrapartida. E o que é pior: parte das infrações se perpetuam com o “consentimento” das próprias autoridades.
 
Sabe-se que não é permitido, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, permanecer mais que 15 minutos na fila de um banco. Se o tempo for um pouco a mais ou a menos, que me corrija o leitor. Mas o que observamos é uma total falta de respeito com os clientes, que “cozinham” nas filas por até duas horas ou mais, inclusive os idosos. Entra ano e sai ano e a situação continua a mesma.
 
Produtos piratas, vendidos sem notas fiscais e com qualidade duvidosa, são comercializados a luz do dia, prejudicando quem compra e o município, que deixa de arrecadar impostos.
 
O consumo de álcool por menores é escancarado nos bares, bem como o jogo do bicho e os caça níqueis, os chamados jogos de azar.
 
Podemos citar ainda a compra de votos nas últimas eleições e o crescente transporte alternativo irregular, levando riscos aos usuários em decorrência de uma série de fatores.
 
Enfim, poderia citar várias outras infrações, mas por hora já basta.
 
E vamos vivendo no país do faz de conta, onde muitas das leis são para inglês ver, ao mesmo tempo em que as vistas grossas rolam soltas.

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Transição
Postado em 04/11/08 - 23h33

 Cerca de duas mil pessoas estiveram presentes na Plenária de Transição. O evento, realizado nesta última terça-feira pela equipe da prefeita eleita Maria do Carmo Lara, lotou as dependências da Casa Verde, um dos diretórios do Partido dos Trabalhadores em Betim.
 
No entanto, o objetivo de “preparar o terreno” para a próxima administração, ainda caminha a passos curtos. Isso faltando pouco mais de dois meses para o final do atual mandato.
 
Nesta primeira grande reunião, que contou com a presença de militantes do PT, simpatizantes, além de presidentes de partidos e entidades, não ocorreu nenhuma decisão concreta em termos de seleção de equipes ou nomeações de secretários.
 
O que se viu foi basicamente uma festa de agradecimento aos apoiadores, com dezenas de discursos inflamados.O evento também foi uma maneira de acalmar os ânimos de tantas pessoas sedentas por um espaço no governo, ou seja, cargos na prefeitura.
 
Somente a partir desta quarta feira é que membros de cada segmento, como educação, saúde, transporte, entre outros, juntamente com convidados, tomarão algum conhecimento dos papéis a serem desempenhados na transição. 

Enquanto isso, o prefeito Carlaile tenta fechar as contas da prefeitura para entregá-la “redondinha”, como ele mesmo afirmou. Porém, uma das ações praticadas que já podemos observar é a demissão de centenas de funcionários não concursados como forma de “enxugar” a máquina. 

O fato, que no primeiro momento parece necessário, pode, por outro lado, prejudicar e muito o atendimento da população neste final de ano, principalmente nos postos de saúde. Tal questão inclusive já está sendo usada pela oposição, que também acusa o prefeito de "catimbar” a transição, prorrogando-a somente para os últimos quinze dias de dezembro.
 
Muitos contratos também já estão sendo rescindidos, o que é outro motivo de preocupação, haja vista os setores de educação e a própria saúde, que dependem dos fornecedores destes materiais, como merenda escolar e medicamentos diversos. 

Enfim, que a os lados opostos abandonem as rivalidades e encontrem a melhor maneira para que a população da cidade, especialmente os mais humildes, não saia prejudicada.

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